
Osfresia.Arte.Osfresiologia
"Em arte só há um fim - é o Belo, e quem o atinge, impõe-se." (Autor: 1904.)
"Sensibilidade de olfato. Faculdade de sentir bem os cheiros." (Dicionário)










Leitura olfativa. Impressões cósmicas.

“A boa filosofia, - bem entendido, que, afinal, não é mais do que a lucidez e o método de observar, - a filosofia há de entrar em tudo. Máxime na música, que, segundo diz Spencer, aumenta a simpatia entre os homens, e por esse caminho dispõe um melhor futuro para a humanidade.” (Autor: 1958.)



Podem os peixes ouvir?
QUAL A META DA ARTE EM TEMPOS DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS?
Quando a ciência nos disser: a ideia é verdadeira; a consciência nos segredar: a ideia é justa; e a arte nos bradar: a ideia é bela - teremos tudo.
EÇA DE QUEIRÓS
"A meta final do homem na terra é a felicidade, e a fonte maior de felicidade é a beleza.
Beleza tangível, captada pelos sentidos; beleza depurada, captada pela sensibilidade - consubstanciada e proporcionadas pelo Amor e pela Arte.
Todos os instrumentos inventados pelo homem - dinheiro, máquinas, estado etc.; todas as ações praticadas pelo homem - estudo, trabalho, viagem etc.; todos os ideais estabelecidos pelo homem - verdade, justiça, liberdade etc., estão a serviço da felicidade do homem na terra, o que vale dizer: todos eles foram criados para a produção e fruição da beleza na vida. 'Só buscamos o útil e o necessário tendo em vista o belo' - disse Aristóteles.1 E, como fontes maiores da beleza , estão todos voltados para a arte e para o amor.
Arte é, portanto - essencialmente - ludismo, produção de beleza, fonte de satisfação pessoal para o autor e seu público. No entanto, nem sempre a arte tem podido manter-se em sua autenticidade essencial." (Autor: 1979)
A arte submetida à regra é fria; é fria porque é uma regra; a arte clássica tem emoção porque é uma harmonia. (Autor: 1980.)
O Estado Contra O Artista.
“Confúcio não apreciava arte senão pelos serviços que podia prestar ao Estado. Platão não admite os poetas senão quando louvam os próceres e os deuses, e, nas Leis, proíbe toda arte que não seja útil.
Mas o fenômeno se torna agudo nas grandes revoluções, o que é explicável em muitos sentidos: esses rebeldes são sempre perigosos para o Estado. Não há, pois, porque surpreender-se com os extremos a que se chegou na Rússia. Rousseau já denunciava o caráter corruptor da arte. Em seguida, Saint-Just, na Festa da Razão, exige que a Razão seja personificada por uma pessoa antes virtuosa do que bela. A revolução arrasa a arte e não produz nenhum escritor de importância, guilhotinando o único poeta de seu tempo, enquanto que nos teatros se apresentam obras que se denominam O Esposo Republicano ou Republicana e Virgem. Os Saint-simonianos exigem depois uma arte ‘socialmente útil’, e os progressistas do mundo inteiro exigem que a criação artística esteja a serviço do desenvolvimento e do melhoramento da humanidade, tendo os niilistas russos chegado proclamar que um par de botas é mais útil que todo Shakespeare.” (Autor: 1982.)